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	<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
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	<description>Conhe&#231;a o Projeto que promove a ado&#231;&#227;o de Tecnologias de Agricultura de Baixa Emiss&#227;o de Carbono para o Manejo Sustent&#225;vel da Caatinga.</description>
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		<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
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		<title>Biodiversidade na Caatinga: ex-secret&#225;rio da Conven&#231;&#227;o Sobre Diversidade Biol&#243;gica prop&#245;e estrat&#233;gias</title>
		<link>https://prscaatinga.org.br/biodiversidade-na-caatinga-ex-secretario-da-convencao-sobre-diversidade-biologica-propoe</link>
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		<dc:date>2022-05-22T00:37:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Patrisia Ciancio</dc:creator>


		<dc:subject>Caatinga</dc:subject>
		<dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
		<dc:subject>Dia da Biodiversidade</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Br&#225;ulio Souza Dias faz uma an&#225;lise dos esfor&#231;os que precisam ser feitos para conserva&#231;&#227;o e bioeconomia&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/-noticias-" rel="directory"&gt;Not&#237;cias&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-caatinga-18-+" rel="tag"&gt;Caatinga&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-biodiversidade-+" rel="tag"&gt;Biodiversidade&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-dia-da-biodiversidade-+" rel="tag"&gt;Dia da Biodiversidade&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH101/site_braulio2-10e44.png?1763069722' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='101' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A biodiversidade da Caatinga tem como caracter&#237;stica central a sua constante adapta&#231;&#227;o a estresses clim&#225;ticos &#8211; o que a torna &#250;nica e um patrim&#244;nio nacional sem precedentes -, tanto no contexto da ecologia de resili&#234;ncia, quanto pela sua capacidade de se recuperar ante os per&#237;odos de seca. Ao longo de d&#233;cadas, as iniciativas governamentais para o bioma promoveram investimentos focados em prover recursos h&#237;dricos na regi&#227;o. No entanto, o professor da Universidade de Bras&#237;lia (UnB), Br&#225;ulio Ferreira Souza Dias, defende iniciativas que v&#227;o al&#233;m, considerando que o futuro da Caatinga est&#225; na valoriza&#231;&#227;o da sua heterogeneidade biol&#243;gica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Souza Dias, que trabalhou para as Na&#231;&#245;es Unidas como Secret&#225;rio Executivo da Conven&#231;&#227;o sobre Diversidade Biol&#243;gica, prop&#245;e uma s&#233;rie de solu&#231;&#245;es e esfor&#231;os para combater o acirramento da desertifica&#231;&#227;o no bioma em raz&#227;o das mudan&#231;as clim&#225;ticas. O pesquisador tamb&#233;m aponta para a necessidade de se criar caminhos para a bioeconomia por meio do resgate do conhecimento ancestral combinado &#224;s novas tecnologias, como as de baixo carbono, e a capacita&#231;&#227;o e forma&#231;&#227;o de jovens empreendedores locais. H&#225; ainda oportunidades importantes, e pouco exploradas, a partir da comercializa&#231;&#227;o de produtos genu&#237;nos da Caatinga em mercados consumidores nacionais e internacionais mais exigentes em rela&#231;&#227;o &#224; quest&#227;o da sustentabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Os modelos indicam que nas pr&#243;ximas d&#233;cadas haver&#225; um clima cada vez mais pr&#243;ximo de ecossistemas &#225;ridos, dos desertos, na regi&#227;o da Caatinga. A situa&#231;&#227;o do estresse h&#237;drico vai se agravar e a grande quest&#227;o &#233; como enfrentar esse quadro pela conserva&#231;&#227;o da biodiversidade&#8221;, destaca o estudioso.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Ideias para a bioeconomia a partir da biodiversidade do bioma&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O potencial da biodiversidade da Caatinga, com agrega&#231;&#227;o de valor a produtos de esp&#233;cies nativas &#8211; e muitas vezes &#250;nicas -, poderia gerar um mercado que movimentaria a bioeconomia na regi&#227;o, que, por sua vez, fomentaria uma produ&#231;&#227;o sustent&#225;vel e regenerativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8211; &#201; preciso explorar o potencial da biodiversidade nativa usando ci&#234;ncia e tecnologia, agregando valor por meio de diferentes processos de beneficiamento que aumentem a qualidade dos produtos. Por exemplo, produtos de esp&#233;cies nativas da Caatinga que podem fornecer mat&#233;ria e produtos de valor agregado para a ind&#250;stria de alimentos, cosm&#233;ticos, bebidas e mesmo para a ind&#250;stria de biocombust&#237;veis, com a diversifica&#231;&#227;o das fontes de gera&#231;&#227;o de biocombust&#237;veis da regi&#227;o. Isso tem um potencial enorme! O Brasil tem ind&#250;strias sofisticadas que poderiam ser grandes compradoras de produtos da biodiversidade da Caatinga. Unir o conhecimento de popula&#231;&#245;es tradicionais, ind&#237;genas e outras comunidades que t&#234;m conhecimento da biodiversidade nativa, com a sofistica&#231;&#227;o do conhecimento das universidades e dos institutos de pesquisas, para fazer chegar &#224; ind&#250;stria op&#231;&#245;es de produtos de alto valor agregado que aumentariam a renda para os produtores da regi&#227;o da Caatinga -, disse Souza Dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o professor, as esp&#233;cies end&#234;micas, que s&#243; ocorrem na Caatinga, poderiam gerar produtos &#250;nicos, comercializados em todo o Brasil e exportados para outros pa&#237;ses e, cujo retorno econ&#244;mico seria reinvestido no bioma. &#8220;Mas isso exige pol&#237;ticas p&#250;blicas para fazer os investimentos em Ci&#234;ncia e Tecnologia, para capacita&#231;&#227;o das popula&#231;&#245;es, resgate dos conhecimentos das popula&#231;&#245;es tradicionais. Tamb&#233;m seria necess&#225;rio promover a capacita&#231;&#227;o dos jovens da regi&#227;o para o empreendedorismo de modo que eles criem suas pequenas empresas a partir do potencial de biodiversidade da Caatinga&#8221;, concluiu.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;12 ESTRAT&#201;GIAS PARA CONSERVAR A BIODIVERSIDADE DA CAATINGA&lt;/strong&gt;&lt;ol class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; Reduzir a emiss&#227;o de Gases de Efeito Estufa de maneira combinada com a amplia&#231;&#227;o da restaura&#231;&#227;o de seus ecossistemas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Realizar um esfor&#231;o de restaura&#231;&#227;o ecol&#243;gica das &#225;reas mais degradadas para ampliar a cobertura florestal.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Modificar pr&#225;ticas agr&#237;colas e de cria&#231;&#227;o de animais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Reduzir a densidade de animais e promover suplementa&#231;&#227;o da sua alimenta&#231;&#227;o para reduzir a press&#227;o sobre o pastoreio &#8211; o que dificulta o crescimento de plantas jovens no processo natural de regenera&#231;&#227;o da Caatinga.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Investir em &#8220;land sparing&#8221; (poupar terra) e reservar &#225;reas com ecossistemas naturais, com vegeta&#231;&#227;o nativa da Caatinga para priorizar a preserva&#231;&#227;o. Nestes casos, normalmente, &#233; necess&#225;rio desapropriar terras para estabelecer unidades de prote&#231;&#227;o integral como parques nacionais, esta&#231;&#245;es ecol&#243;gicas e reservas biol&#243;gicas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Ampliar a extens&#227;o de &#225;reas protegidas de prote&#231;&#227;o integral na Caatinga com o incentivo &#224; prote&#231;&#227;o nas propriedades privadas por meio das Reservas Particulares do Patrim&#244;nio Natural &#8211; RPPNs.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Ampliar os incentivos econ&#244;micos e fiscais, al&#233;m de oferecer orienta&#231;&#227;o t&#233;cnica, para atrair mais propriet&#225;rios de terras a criarem RPPNs.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Fomentar o &#8220;land sharing&#8221; ou o compartilhamento das terras para conciliar a&#231;&#245;es de conserva&#231;&#227;o e de produ&#231;&#227;o, fazendo convergir produ&#231;&#227;o sustent&#225;vel com restaura&#231;&#227;o da vegeta&#231;&#227;o nativa.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Tornar a atividade pecu&#225;ria mais sustent&#225;vel, estabelecendo com propriet&#225;rios de terras um compromisso volunt&#225;rio de conserva&#231;&#227;o em troca de certifica&#231;&#227;o ambiental que agregue valor a produtos como carne e couro.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Munir os sistemas de produ&#231;&#227;o florestal (madeira, lenha, e outros produtos florestais) com a&#231;&#245;es de conserva&#231;&#227;o. A vegeta&#231;&#227;o da Caatinga tem uma grande capacidade de regenera&#231;&#227;o e pode ser submetida a regimes de explora&#231;&#227;o madeireira com corte rotativo de tal forma que se permita, ap&#243;s o corte, que as plantas rebrotem e voltem a crescer, dado o tempo necess&#225;rio para que ela recomponha a sua biomassa.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Criar est&#237;mulos econ&#244;micos de explora&#231;&#227;o florestal sustent&#225;vel das florestas nativas da Caatinga, que j&#225; est&#227;o adaptadas ao clima semi&#225;rido.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Investir em pagamentos dos servi&#231;os ambientais para gera&#231;&#227;o de emprego e renda nas regi&#245;es rurais. Por exemplo, com a cria&#231;&#227;o de viveiros, a coleta de sementes, a demanda para manuten&#231;&#227;o e cuidado das florestas em processo de regenera&#231;&#227;o.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Coopera&#231;&#227;o internacional como estrat&#233;gia para a Caatinga&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;De acordo com Souza Dias, a vegeta&#231;&#227;o da Caatinga tem sofrido um processo cont&#237;nuo de degrada&#231;&#227;o desde o in&#237;cio da coloniza&#231;&#227;o europeia, h&#225; cinco s&#233;culos. Atualmente, existem v&#225;rias &#225;reas em processos avan&#231;ados de degrada&#231;&#227;o, inclusive de desertifica&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8211; Uma solu&#231;&#227;o na Caatinga seria fazer como nos pa&#237;ses africanos. A &#193;frica tem uma incid&#234;ncia maior de aridez do que na Am&#233;rica do Sul. E l&#225; o que eles est&#227;o fazendo &#233; criar grandes programas de restaura&#231;&#227;o da vegeta&#231;&#227;o. O maior deles &#233; a Grande Muralha Verde do Sahel, que &#233; uma regi&#227;o de transi&#231;&#227;o ecol&#243;gica do Deserto do Saara e a faixa de transi&#231;&#227;o da Savana. Esse &#233; um projeto multinacional, e com grandes corpora&#231;&#245;es internacionais, que visa, com a ajuda da popula&#231;&#227;o, ampliar o plantio de &#225;rvores, arbustos e ervas para esverdear a paisagem com uma vegeta&#231;&#227;o mais robusta para amenizar um pouco mais a aridez desta regi&#227;o. Essa &#233; uma estrat&#233;gia que tamb&#233;m poderia ser aplicada na Caatinga -, ilustrou o especialista.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Sobre o entrevistado: &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Bra&#250;lio Souza Dias &#233; ex- Secret&#225;rio Executivo da Conven&#231;&#227;o da Biodiversidade Biol&#243;gica (CBD) das Na&#231;&#245;es Unidas, ex-Diretor de Pesquisa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e ex- Diretor de Conserva&#231;&#227;o da Biodiversidade e Secret&#225;rio Nacional de Biodiversidade e Florestas, professor da Universidade de Bras&#237;lia (UnB) e presidente da Funda&#231;&#227;o Pr&#243;-Natureza (FUNATURA).&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>&#8220;Biodiversidade, cen&#225;rios e contribui&#231;&#245;es do PRS Caatinga&#034; &#233; tema de roda de di&#225;logo</title>
		<link>https://prscaatinga.org.br/biodiversidade-cenarios-e-contribuicoes-do-prs-caatinga-e-tema-de-roda-de-dialogo</link>
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		<dc:creator>prscaatinga</dc:creator>


		<dc:subject>Caatinga</dc:subject>
		<dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
		<dc:subject>Recupera&#231;&#227;o</dc:subject>
		<dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Coordenador compartilhou a&#231;&#245;es do Projeto, destacando o di&#225;logo com tecnologias sociais e conviv&#234;ncia com o semi&#225;rido&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-biodiversidade-+" rel="tag"&gt;Biodiversidade&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-recuperacao-+" rel="tag"&gt;Recupera&#231;&#227;o&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-sustentabilidade-+" rel="tag"&gt;Sustentabilidade&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH101/evento_ong_chapada_aniv-65157.png?1763114564' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='101' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O PRS Caatinga participou ontem, dia 1o de junho, das comemora&#231;&#245;es pelo anivers&#225;rio da organiza&#231;&#227;o n&#227;o governamental &lt;a href=&#034;http://ongchapada.org.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Chapada&lt;/a&gt;, que h&#225; 27 anos se dedica ao fortalecimento da agricultura familiar com &#234;nfase na promo&#231;&#227;o da agroecologia e na conserva&#231;&#227;o da biodiversidade e do meio ambiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente, o Chapada est&#225; desenvolvendo o Projeto &#8220;Recupera Caatinga&#8221; que objetiva recuperar 30 hectares de &#225;reas degradadas com o plantio de 200 mil mudas nativas por 270 fam&#237;lias das comunidades quilombolas de Cupira e Nhanhum, no munic&#237;pio de Santa Maria da Boa Vista, e Jatob&#225; 2, em Cabrob&#243;. Segundo Alexandre Pereira, Coordenador Geral do Chapada, esta a&#231;&#227;o investe no conhecimento etnobiol&#243;gico para implantar sistemas de recupera&#231;&#227;o de vegeta&#231;&#227;o e a produ&#231;&#227;o resiliente com objetivo de mitigar os efeitos da desertifica&#231;&#227;o e das mudan&#231;as clim&#225;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;div class='spip_document_34 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_right spip_document_right'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L212xH300/foto-campello-212x300-bb107.jpg?1763070868' width='212' height='300' alt='' /&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O Coordenador Regional do PRS Caatinga Francisco Campello participou da roda de di&#225;logo &#8220;Biodiversidade, cen&#225;rios e contribui&#231;&#245;es do PRS Caatinga&#8221; e apresentou a estrat&#233;gia do Projeto de promover a ado&#231;&#227;o de tecnologias agr&#237;colas de baixa emiss&#227;o de carbono por produtores rurais, dialogando com as tecnologias sociais e pr&#225;ticas de conviv&#234;ncia com o semi&#225;rido. &#8220;Quando a gente analisa a proposta da agricultura de baixo carbono, percebemos que as nossas tecnologias sociais e os esfor&#231;os de conviv&#234;ncia com o semi&#225;rido est&#227;o muito pr&#243;ximas. O que falta para a Caatinga se inserir em uma agenda clim&#225;tica mais robusta &#233; a quest&#227;o da m&#233;trica&#8221; &#8211; comentou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste sentido, o PRS Caatinga pretende contribuir para o reconhecimento e valoriza&#231;&#227;o de usos locais da biodiversidade que j&#225; adotam princ&#237;pios de sustentabilidade, mas que est&#227;o desconectadas de uma agenda mais estrat&#233;gica sobre as mudan&#231;as clim&#225;ticas. Uma de suas a&#231;&#245;es estrat&#233;gicas do PRS Caatinga &#233; promover este debate no Programa de Capacita&#231;&#227;o em Tecnologias Agr&#237;colas de Baixo Carbono, que est&#225; sendo promovido por uma parceria entre a Funda&#231;&#227;o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent&#225;vel (FBDS) e a Universidade Federal do Vale do S&#227;o Francisco (&lt;a href=&#034;https://portais.univasf.edu.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;UNIVASF&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;&#192;s vezes o agricultor, no seu dia a dia, faz uma s&#233;rie de usos da biodiversidade, de forma inteligente e sustent&#225;vel, mas que, pela nossa simplicidade, a gente n&#227;o se v&#234; inserido em uma agenda mais globalizada. Por exemplo, a gente diz que o gado est&#225; sendo criado solto na Caatinga. Na realidade, &#233; um sistema silvopastoril, &#233; a pecu&#225;ria verde que o mundo debate hoje como alternativa para diminuir as emiss&#245;es de carbono por evitar o desmatamento e equilibrar a alimenta&#231;&#227;o dos animais. A gente tem um criat&#243;rio na Caatinga com pastagem totalmente diversificada, convivendo com a biodiversidade, mas a gente n&#227;o valoriza isso.&#8221; &#8211; destacou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Campello ofereceu outros exemplos. &#8220;O sistema de pousio &#8211; sistema tradicional no qual a gente deixa a terra descansar para se recuperar e depois volta a preparar esse ambiente &#8211; &#233; um manejo de solo dentro de um sistema agroflorestal. &#192;s vezes, a gente trata isso como um desmatamento porque olha apenas aquele momento do agricultor preparando o solo e n&#227;o para o contexto. Eu esque&#231;o que &#233; um sistema de manejo de solo.&#8221; e complementou: &#8220;Quando se fala em incorporar nitrog&#234;nio de forma natural, por exemplo, na Caatinga, 20% das plantas s&#227;o leguminosas. Elas incorporam nitrog&#234;nio de forma natural, quando voltam a ocupar o solo com a queda das folhas. Mas a gente n&#227;o v&#234; isso como uma estrat&#233;gia de enriquecimento do solo para uma produ&#231;&#227;o sustent&#225;vel. &#192;s vezes v&#234; at&#233; como agress&#227;o&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo Campello, a recupera&#231;&#227;o de &#225;reas degradadas, como proposto pelo Projeto Recupera Caatinga, representa um esfor&#231;o muito grande e demanda recursos importantes, especialmente no ambiente do semi&#225;rido. &#8220;Talvez a maior amea&#231;a da biodiversidade &#233; a incompreens&#227;o do uso sustent&#225;vel. H&#225; iniciativas que n&#227;o conseguem avan&#231;ar porque a gente marginaliza o uso sustent&#225;vel e, sem perceber, induz ao desmatamento.&#8221; &#8211; concluiu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para assistir o evento, acesse: &lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=xlE0K936GyI&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=xlE0K936GyI&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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