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	<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
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	<description>Conhe&#231;a o Projeto que promove a ado&#231;&#227;o de Tecnologias de Agricultura de Baixa Emiss&#227;o de Carbono para o Manejo Sustent&#225;vel da Caatinga.</description>
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		<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
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		<title>PRS Caatinga e Funda&#231;&#227;o Araripe inserem bioma no debate de cr&#233;dito de carbono em &#225;reas de manejo florestal</title>
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		<dc:date>2022-11-22T14:45:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Anne Clinio, Patrisia Ciancio, Patr&#237;cia Lyra</dc:creator>


		<dc:subject>TecABC</dc:subject>
		<dc:subject>MSF</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo Sustent&#225;vel de Florestas</dc:subject>
		<dc:subject>Pernambuco</dc:subject>
		<dc:subject>Seguran&#231;a Energ&#233;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Funda&#231;&#227;o Araripe</dc:subject>
		<dc:subject>APL em Pernambuco</dc:subject>
		<dc:subject>Parcerias Sustent&#225;veis</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Parceria desenvolve pesquisas sobre emiss&#227;o e sequestro de carbono no semi&#225;rido e sensibiliza diversas entidades regionais&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/-noticias-" rel="directory"&gt;Not&#237;cias&lt;/a&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH102/site_fararipe-78228.png?1762955041' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='102' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Enquanto a Amaz&#244;nia &#233; percebida claramente como um bioma com grande potencial para o mercado de cr&#233;dito de carbono, a capacidade da Caatinga est&#225; ausente dos principais debates. Para dar visibilidade &#224;s oportunidades sustent&#225;veis no bioma com o cr&#233;dito de carbono, a parceria PRS Caatinga e &lt;a href=&#034;https://fundacaoararipe.org.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Funda&#231;&#227;o Araripe&lt;/a&gt; vem mobilizando os setores produtivos no intuito de transformar o &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/por-dentro-das-tecabcnacaatinga-manejo-sustentavel-de-florestas' class=&#034;spip_in&#034;&gt;Manejo Florestal Sustent&#225;vel (MFS)&lt;/a&gt; no principal meio de fornecimento de biomassa florestal (lenha) sustent&#225;vel para as ind&#250;strias que hoje operam na regi&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das iniciativas da parceria PRS e a Funda&#231;&#227;o Araripe &#233; o investimento em pesquisas no campo do cr&#233;dito de carbono em &#225;reas de manejo na Caatinga. A ideia desse estudo &#233; levantar dados in&#233;ditos para sensibilizar as empresas locais quanto &#224;s vantagens de atenderem suas demandas energ&#233;ticas, conservando as paisagens, os servi&#231;os ecossist&#234;micos e promoverem o cr&#233;dito de carbono. Em outras palavras, fazerem a compensa&#231;&#227;o de suas emiss&#245;es de gases de efeito estufa com a&#231;&#245;es para a conserva&#231;&#227;o da floresta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os setores j&#225; mobilizados est&#225; o Polo Gesseiro de Pernambuco, respons&#225;vel por mais de 90% da produ&#231;&#227;o de gesso de todo o Brasil. Um dos principais problemas do segmento &#233; que a sua principal matriz energ&#233;tica &#233; oriunda de desmatamentos e com&#233;rcio ilegal de biomassa florestal. Cen&#225;rio que o investimento em produ&#231;&#227;o sustent&#225;vel pode ajudar a transformar, com a pr&#225;tica do MFS, que &#233; uma das Tecnologias Agr&#237;colas de Baixo Carbono (TecABC).&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Mobiliza&#231;&#227;o de setores industriais para repensar sua matriz energ&#233;tica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A Funda&#231;&#227;o Araripe est&#225; buscando mobilizar organiza&#231;&#245;es setoriais, como o Sindicato da Ind&#250;stria do Gesso (Sindugesso) e a Federa&#231;&#227;o das Ind&#250;strias do Estado de Pernambuco (Fiepe), para promover solu&#231;&#245;es sustent&#225;veis que possam alcan&#231;ar escala industrial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8211; De um modo geral, as pessoas sabem sobre o cr&#233;dito de carbono pela televis&#227;o, internet, mas t&#234;m dificuldades em enxergar a sua aplica&#231;&#227;o e os potenciais benef&#237;cios na Caatinga. A nossa ideia &#233; organizar a quest&#227;o de oferta e demanda de energia na biorregi&#227;o do Araripe, buscando conciliar a necessidade da ind&#250;stria com a quest&#227;o socioambiental do seu entorno. A estrat&#233;gia &#233; divulgar o MFS em eventos que juntem agricultores familiares, pequenos e m&#233;dios propriet&#225;rios de im&#243;veis rurais e empres&#225;rios para que ambos percebam que &#233; poss&#237;vel manter a Caatinga em p&#233; e as ind&#250;strias funcionando se adotarmos adequadamente a proposta do manejo sustent&#225;vel de florestas -, afirmou a coordenadora t&#233;cnica da Funda&#231;&#227;o Araripe, Alinne Freire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao ser apresentada aos objetivos do PRS Caatinga, a equipe da Funda&#231;&#227;o Araripe refinou a sua vis&#227;o sobre o manejo sustent&#225;vel, uma tecnologia com uma base t&#233;cnica consolidada no Nordeste por conta da Rede de Manejo Florestal da Caatinga. &#8220;O PRS &#233; estrat&#233;gico para o nosso semi&#225;rido por abrir discuss&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224; agricultura de baixo carbono. A gente j&#225; tem fam&#237;lias agricultoras que realizam atividades que beneficiam o solo e auxiliam a fixa&#231;&#227;o de nitrog&#234;nio. S&#243; que a gente n&#227;o focava nisso&#8221;, disse a especialista.&lt;/p&gt;
&lt;div class='spip_document_238 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center spip_document_avec_legende' data-legende-len=&#034;86&#034; data-legende-lenx=&#034;xx&#034;
&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/IMG/jpg/fararipe-gervasio-1024x768.jpg' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/jpeg&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L500xH375/fararipe-gervasio-1024x768-6a10e.jpg?1763731950' width='500' height='375' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;figcaption class='spip_doc_legende'&gt; &lt;div class='spip_doc_descriptif '&gt;Manejo Sustent&#225;vel de Florestas sendo implementando na propriedade de Gen&#225;rio Aquino
&lt;/div&gt; &lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Pesquisas in&#233;ditas sobre aspectos clim&#225;ticos e socioecon&#244;micos do manejo sustent&#225;vel&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A proposta da Funda&#231;&#227;o Araripe vai al&#233;m da implementa&#231;&#227;o de Unidades Demonstrativas e Multiplicadoras em TecABC e inclui a mobiliza&#231;&#227;o de setores da ind&#250;stria e a realiza&#231;&#227;o de pesquisas sobre a emiss&#227;o e o sequestro de carbono, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). &#8220;Pretendemos discutir tamb&#233;m o impacto socioecon&#244;mico do manejo, por ser uma alternativa para gerar renda, principalmente na &#233;poca de seca, quando os agricultores n&#227;o conseguem mais manter as suas planta&#231;&#245;es&#8221;, comentou Alinne.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O engenheiro florestal Eliseu Toniolo, respons&#225;vel t&#233;cnico que assessora uma Unidade Demonstrativa implantada na propriedade do produtor Gen&#225;rio Aquino, em Exu (PE), acredita que o MFS pode vir a zerar a emiss&#227;o de carbono resultante da queima da lenha ou do carv&#227;o, utilizados como matriz energ&#233;tica pelas empresas locais. &#8220;Estudos apontam que em propriedades que j&#225; est&#227;o no segundo ou terceiro ciclo, o volume inicial inventariado aumentou em torno de 30%, o que representa um ganho em cima do sequestro de carbono por conta da rebrota. Com o PRS Caatinga, estamos avaliando esses resultados para verificar a efic&#225;cia do manejo&#8221;, enfatizou Toniolo.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;&#8220;Estamos plantando &#225;gua e empregando pessoas&#8221;, diz produtor&lt;/h3&gt;&lt;div class='spip_document_239 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_right spip_document_right spip_document_avec_legende' data-legende-len=&#034;35&#034; data-legende-lenx=&#034;x&#034;
&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/IMG/jpg/genesio-fararipe-561x1024.jpg' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/jpeg&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L500xH913/genesio-fararipe-561x1024-aeb9d.jpg?1763731950' width='500' height='913' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;figcaption class='spip_doc_legende'&gt; &lt;div class='spip_doc_descriptif '&gt;Gen&#225;rio Aquino, agricultor em Exu
&lt;/div&gt; &lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O agricultor Gen&#225;rio Aquino, de Exu (PE), comprou suas terras em 2008. No entanto, at&#233; h&#225; pouco tempo, n&#227;o sabia como contribuir com a quest&#227;o clim&#225;tica. No entanto, por acreditar no que dizem as pesquisas cient&#237;ficas e ter interesse em aprender, ele fez quest&#227;o de se associar ao PRS Caatinga. &#8220;Recebi o convite da Funda&#231;&#227;o Araripe para executar a&#231;&#245;es em minha propriedade. &#201; um prazer participar e saber que estou ajudando a combater as mudan&#231;as clim&#225;ticas. Hoje sei que mais que uma obriga&#231;&#227;o, &#233; um dever, pois precisamos pensar no futuro&#8221;, disparou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E acrescentou que &#8220;no manejo sustent&#225;vel n&#227;o existe desmatamento, nem queimada. Quando trabalhamos em um talh&#227;o, retirando apenas o necess&#225;rio, em 6 meses j&#225; acontece a rebrota, fica tudo verdinho. Estamos &#8216;plantando &#225;gua', pois estamos aumentando a absor&#231;&#227;o da umidade e segurando o carbono na terra. Al&#233;m de todos esses benef&#237;cios, ainda consigo empregar a m&#227;o de obra de 60 fam&#237;lias, o que &#233; uma das minhas maiores satisfa&#231;&#245;es&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>A Caatinga e as energias limpas - A biomassa pode substituir o G&#225;s Natural?</title>
		<link>https://prscaatinga.org.br/a-caatinga-e-as-energias-limpas-a-biomassa-pode-substituir-o-gas-natural</link>
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		<dc:date>2022-06-29T01:12:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Patrisia Ciancio</dc:creator>


		<dc:subject>Seguran&#231;a Energ&#233;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Matriz Energ&#233;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo Sustent&#225;vel Florestal</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;&#8220;&#201; poss&#237;vel fazer substitui&#231;&#227;o de energia f&#243;ssil por produtos de Manejo Florestal Sustent&#225;vel&#8221;, diz Francisco Campello&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-matriz-energetica-+" rel="tag"&gt;Matriz Energ&#233;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-manejo-sustentavel-florestal-+" rel="tag"&gt;Manejo Sustent&#225;vel Florestal&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH85/caatinga_crea_pe-2d4b4.png?1762955041' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='85' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Embora a biomassa seja mais barata e limpa, ainda n&#227;o &#233; reconhecida como alternativa ao uso de energias f&#243;sseis mais caras e poluentes. Para debater o tema &#8220;Caatinga e Meio Ambiente: Sustentabilidade e Energia Limpa&#8221;, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Pernambuco (Crea-PE) convidou o PRS Caatinga para um evento online que comemorou o Dia do Meio Ambiente, em 5 de junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m do coordenador regional do Projeto, que &#233; engenheiro florestal e mestre em Manejo Florestal Sustent&#225;vel, palestraram no evento o engenheiro agr&#244;nomo e consultor da Associa&#231;&#227;o Plantas do Nordeste (APNE), Enrique M&#225;rio Riegelhaupt. E o engenheiro florestal e professor Felipe Rabelo conduziu as discuss&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mundo vem debatendo alternativas para reduzir as emiss&#245;es de Gases de Efeito Estufa (GEE), especialmente no setor energ&#233;tico, cuja matriz ainda est&#225; fortemente baseada na queima de combust&#237;veis f&#243;sseis. Segundo Campello, a Caatinga se faz muito marcante na paisagem nordestina, correspondendo a mais de 60% de cobertura florestal no semi&#225;rido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8211; A biomassa florestal &#233; uma energia renov&#225;vel, inclusiva, porque &#233; importante para as popula&#231;&#245;es rurais, e de baixo custo. O que falta &#233; ser sustent&#225;vel e para isso &#233; preciso aceitar os avan&#231;os da ci&#234;ncia. A gente continua querendo negar a oportunidade da Caatinga em ser sustent&#225;vel. E as ind&#250;strias continuam usando lenha, em vez de a gente trazer esse cen&#225;rio para uma economia verde, para um marco legal -, disse Campello.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;A voca&#231;&#227;o energ&#233;tica da Caatinga&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;De acordo com Campello, o Manejo Florestal Sustent&#225;vel &#233; uma tecnologia de baixo carbono que lida com a quest&#227;o das mudan&#231;as clim&#225;ticas, no sentido de estabelecer um sistema produtivo regenerativo e de baixo carbono. &#8220;Alguns esfor&#231;os que est&#227;o sendo feitos nos d&#227;o um alento. O PRS Caatinga, por exemplo, insere o manejo florestal em tem&#225;ticas mais globalizadas&#8221;, enfatizou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;&#201; importante superar os preconceitos e as dificuldades para o manejo florestal e combater a desertifica&#231;&#227;o por meio da voca&#231;&#227;o energ&#233;tica da Caatinga. Ajudamos a aprovar a Pol&#237;tica Nacional de Combate &#224; Desertifica&#231;&#227;o, por&#233;m, temos de faz&#234;-la incorporando as pr&#225;ticas de uso sustent&#225;vel dos recursos naturais. Voca&#231;&#227;o energ&#233;tica, mas por meio do manejo sustent&#225;vel dos seus recursos naturais&#8221;, ressaltou Campello.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seguindo a mesma perspectiva, Riegelhaupt iniciou a sua apresenta&#231;&#227;o indagando: &#8220;O que falta para que a biomassa da Caatinga seja o combust&#237;vel preferido e ambientalmente correto nas caldeiras e fornos das ind&#250;strias do Nordeste?&#8221; Como suporte a essa pergunta, o especialista apresentou argumentos sobre o uso da biomassa da Caatinga na perspectiva energ&#233;tica:&lt;/p&gt;
&lt;ol class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; A biomassa lenhosa da Caatinga pode substituir o G&#225;s Natural que alimenta caldeiras, fornos e outros equipamentos industriais. Ela custa tr&#234;s ou quatro vezes menos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; O uso da biomassa pode reduzir bastante o custo de produ&#231;&#227;o das empresas consumidoras. Se a base energ&#233;tica for a biomassa da Caatinga, &#233; poss&#237;vel substituir de imediato os investimentos m&#237;nimos na cadeia de produ&#231;&#227;o.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Se a biomassa vier de Planos de Manejo Florestal Sustent&#225;vel, garante-se a conserva&#231;&#227;o das florestas a longo prazo, mantendo seus servi&#231;os ambientais, al&#233;m de ajudar a aumentar a produ&#231;&#227;o de carne e leite.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Seu uso pode eliminar as emiss&#245;es de GEE por queima de G&#225;s Natural e contribuir para evitar o aquecimento global.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Pode ajudar a reduzir as importa&#231;&#245;es de g&#225;s do Brasil, possibilitando que o recurso permane&#231;a no pa&#237;s, gerando renda extra para os donos e trabalhadores da terra.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Biomassa lenhosa &#233; energia legal, barata e livre de emiss&#245;es.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Confira o evento na &#237;ntegra:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=QgSOfu51pMk&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=QgS...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>&#8220;O mundo hoje busca trabalhar sistemas regenerativos de baixo carbono&#8221;, diz Francisco Campello</title>
		<link>https://prscaatinga.org.br/o-mundo-hoje-busca-trabalhar-sistemas-regenerativos-de-baixo-carbono-diz-francisco</link>
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		<dc:date>2022-06-23T01:08:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Patrisia Ciancio</dc:creator>


		<dc:subject>Seguran&#231;a Energ&#233;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Biomassa Florestal</dc:subject>
		<dc:subject>FIEPE Ambiental</dc:subject>
		<dc:subject>FIEPE-PE</dc:subject>
		<dc:subject>Matriz Energ&#233;tica</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Afirma&#231;&#227;o do coordenador regional do PRS Caatinga durante evento da FIEPE-PE defende manejo sustent&#225;vel no bioma&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-biomassa-florestal-+" rel="tag"&gt;Biomassa Florestal&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-fiepe-ambiental-+" rel="tag"&gt;FIEPE Ambiental&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-fiepe-pe-+" rel="tag"&gt;FIEPE-PE&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-matriz-energetica-+" rel="tag"&gt;Matriz Energ&#233;tica&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH101/site_fiepe_ambiental2-708ea.png?1762955041' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='101' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Com o aumento do pre&#231;o do G&#225;s Natural e do botij&#227;o, o uso da lenha voltou a ser recorrente, sobretudo no preparo de alimentos. E na Caatinga, os &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/prs-caatinga-apoia-tecnologias-sociais-que-contribuem-para-igualdade-de-genero' class=&#034;spip_in&#034;&gt;fog&#245;es agroecol&#243;gicos&lt;/a&gt; s&#227;o um exemplo das tecnologias sociais que lidam com a quest&#227;o da energia . &#8220;A gente n&#227;o precisa ter medo de usar lenha como matriz energ&#233;tica, desde que seja com sustentabilidade&#8221;, destacou o coordenador regional do PRS Caatinga, Francisco Campello, durante o evento FIEPE Ambiental, da Federa&#231;&#227;o das Ind&#250;strias do Estado de Pernambuco, no dia 21 de junho. &#8220;O mundo hoje busca trabalhar sistemas regenerativos de baixo carbono&#8221;, sublinhou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;A voca&#231;&#227;o da Caatinga &#233; energ&#233;tica, por&#233;m, mediante s&#225;bio manejo dos recursos naturais&#8221;, disse Campello, que na ocasi&#227;o fez uma palestra sobre &#8220;O uso sustent&#225;vel da Caatinga como oportunidade para o desenvolvimento sustent&#225;vel regional&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tema do encontro foi &#8220;Bioma Caatinga: Aproveitamento do Potencial do semi&#225;rido nordestino&#8221;. Um semin&#225;rio com especialistas que apresentaram suas vis&#245;es e solu&#231;&#245;es para a regi&#227;o &#8211; entre elas a agricultura regenerativa com as tecnologias de baixo carbono &#8211; e casos de sucesso, entre eles projetos para valoriza&#231;&#227;o dos produtos da Caatinga com &#234;nfase nas propriedades aliment&#237;cias e farmacol&#243;gicas do umbu.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Uso sustent&#225;vel dos recursos naturais: uma meta para o mundo&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A Caatinga cobre 75% da &#225;rea territorial do Nordeste. Mas, segundo Campello, &#233; preciso entender as diferen&#231;as entre o potencial do bioma e o seu espa&#231;o geogr&#225;fico. &#8220;Muitas vezes a presen&#231;a do recurso florestal n&#227;o &#233; percebida. Cerca de 30% da matriz energ&#233;tica do Nordeste depende da biomassa florestal. O uso sustent&#225;vel dos recursos naturais n&#227;o &#233; s&#243; uma meta para o bioma, &#233; uma meta para o mundo&#8221;, sublinhou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o especialista, &#233; preciso desenvolver um olhar estrat&#233;gico para reconhecer o manejo florestal como uma ferramenta de gest&#227;o. E se isso n&#227;o acontecer, as florestas n&#227;o estar&#227;o inseridas no desenvolvimento da regi&#227;o. Mais de 50% da &#225;rea do bioma possui cobertura vegetal. Para Campello, a simplicidade do manejo e a resili&#234;ncia s&#227;o determinantes para o potencial de uso da Caatinga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;A Caatinga se regenera, ela cresce. N&#227;o podemos ter medo de fazer uso da Caatinga. Temos mais de 6 milh&#245;es de hectares que podem ser manejados, al&#233;m das reservas ambientais legais, que s&#227;o pass&#237;veis de uso, dentro dos par&#226;metros legais. Uso sustent&#225;vel &#233; diferente de desmatamento. H&#225; 2.800 km2 por ano de desmatamento na Caatinga&#8221;, afirmou Campello.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outros convidados do FIEPE Ambiental foram Marcia Vanusa, professora da Universidade Federal de Pernambuco &#8211; UFPE e coordenadora do N&#250;cleo de Bioprospec&#231;&#227;o e Conserva&#231;&#227;o da Caatinga &#8211; Nbiocaat; Denise Cardoso, presidente da Cooperativa Agropecu&#225;ria Familiar de Canudos, Uau&#225; e Cura&#231;&#225;, a Coopercuc, e Ceissa Costa, presidente do Sindicato da Ind&#250;stria de Gesso de Pernambuco e vice-presidente da FIEPE.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Por dentro das #TecABCnaCaatinga: Manejo de Dejeto de Animais (MDA)</title>
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		<dc:date>2021-12-09T21:20:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Anne Clinio, Patrisia Ciancio</dc:creator>


		<dc:subject>TecABC</dc:subject>
		<dc:subject>Tecnologias de Baixo Carbono</dc:subject>
		<dc:subject>TecABC na Caatinga</dc:subject>
		<dc:subject>MDA</dc:subject>
		<dc:subject>Tecnologia Agr&#237;cola de Baixo Carbono</dc:subject>
		<dc:subject>Biodigestor</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo de Dejeto de Animais</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo de Dejetos</dc:subject>
		<dc:subject>Seguran&#231;a Energ&#233;tica</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O MDA &#233; uma tecnologia de baixo carbono acess&#237;vel, mas que depende de capacita&#231;&#227;o e cr&#233;dito&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/-noticias-" rel="directory"&gt;Not&#237;cias&lt;/a&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH101/site_chamada_vanina-58860.jpg?1762955041' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='101' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O Manejo de Dejetos de Animais (MDA) &#233; uma tecnologia social e tamb&#233;m de baixa emiss&#227;o de carbono que se destaca pela redu&#231;&#227;o significativa de emiss&#227;o de Gases de Efeito de Estufa (GEE) e viabiliza maior seguran&#231;a energ&#233;tica para as fam&#237;lias. Al&#233;m disso, pode ser facilmente implementada se o agricultor for capacitado para colocar o sistema em pr&#225;tica. Um alcance ainda limitado, j&#225; que a baixa ades&#227;o ocorre, em grande parte, por falta de acesso ao cr&#233;dito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Como j&#225; existem diversas iniciativas para uso do MDA como tecnologia social, se for difundida em larga escala entre os pequenos produtores, pode haver uma redu&#231;&#227;o significativa na emiss&#227;o de gases de efeito estufa pelos dejetos&#8221;, disse a consultora do PRS Caatinga Vanina Antunes, que nesta entrevista para a s&#233;rie especial #TecABC na Caatinga fala sobre as vantagens e viabilidades da t&#233;cnica.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Poderia tra&#231;ar um panorama geral do Manejo de Dejetos de Animais e da Pecu&#225;ria Verde na Caatinga?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; De forma geral, a vegeta&#231;&#227;o da Caatinga &#233; usada para a alimenta&#231;&#227;o dos rebanhos, tanto para pastar como por meio da produ&#231;&#227;o de feno e de silagem. Mas para isso acontecer &#233; importante que se fa&#231;a um manejo adequado da vegeta&#231;&#227;o para que ela forne&#231;a alimento para os animais durante o ano todo. Existem t&#233;cnicas espec&#237;ficas de poda e com o material podado &#233; feito o feno ou silagem. Al&#233;m disso, &#233; necess&#225;rio controlar o acesso do rebanho &#224; Caatinga, isolando algumas &#225;reas para que a vegeta&#231;&#227;o se regenere. Quando os rebanhos estiverem no curral, ou para rebanhos que s&#227;o criados de forma intensiva, &#233; poss&#237;vel fazer o manejo de seus dejetos tanto para compostagem quanto para abastecer biodigestores, que v&#227;o produzir adubo e biog&#225;s, respectivamente. O MDA d&#225; o destino correto aos rejeitos e ainda possibilita retorno financeiro ao produtor.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;O QUE &#201; UM BIODIGESTOR?&lt;/strong&gt;&lt;div class='spip_document_114 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center spip_document_avec_legende' data-legende-len=&#034;18&#034; data-legende-lenx=&#034;&#034;
&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L500xH342/biodigestor_4-1ac85.jpg?1763312306' width='500' height='342' alt='' /&gt;
&lt;figcaption class='spip_doc_legende'&gt; &lt;div class='spip_doc_credits '&gt;Foto: Jo&#227;o Vital
&lt;/div&gt;
&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&#8220;O Biodigestor &#233; uma tecnologia social que produz biog&#225;s a partir de esterco animal, o qual &#233; utilizado em fog&#245;es para a prepara&#231;&#227;o da alimenta&#231;&#227;o familiar. Tem grande relev&#226;ncia devido a sua simplicidade de manuten&#231;&#227;o e manejo, baixo custo econ&#244;mico de instala&#231;&#227;o, substitui&#231;&#227;o do g&#225;s butano pelo biog&#225;s, redu&#231;&#227;o de emiss&#227;o de g&#225;s metano e g&#225;s carb&#244;nico na atmosfera e produ&#231;&#227;o de adubo org&#226;nico e biofertilizante. O biodigestor &#233; uma estrat&#233;gia eficiente de redu&#231;&#227;o do desmatamento e consequentemente da desertifica&#231;&#227;o, al&#233;m de se caracterizar como uma a&#231;&#227;o mitigadora dos efeitos das mudan&#231;as clim&#225;ticas. Ele gera autossufici&#234;ncia energ&#233;tica das fam&#237;lias para a prepara&#231;&#227;o de sua alimenta&#231;&#227;o.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Fonte: Funda&#231;&#227;o Banco do Brasil, Transforma! Rede de Tecnologias Sociais. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://transforma.fbb.org.br/tecnologia-social/biodigestor-sertanejo&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://transforma.fbb.org.br/tecno...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Quais s&#227;o as contribui&#231;&#245;es do manejo de dejetos para o meio ambiente e os desafios a serem vencidos para sua implanta&#231;&#227;o?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; A maior contribui&#231;&#227;o ambiental da chamada Pecu&#225;ria Verde &#233; a preserva&#231;&#227;o da Caatinga, tanto de sua vegeta&#231;&#227;o como tamb&#233;m da fauna, estrutura do solo e servi&#231;os ecossist&#234;micos. Na Caatinga, h&#225; uma tradi&#231;&#227;o de criar o rebanho de modo extensivo (se alimentando da vegeta&#231;&#227;o nativa) e muitos sertanejos sabem da import&#226;ncia em se manter a Caatinga em p&#233;. Ainda assim, h&#225; quem desmate a vegeta&#231;&#227;o e fa&#231;a queimada pois ainda h&#225; a cren&#231;a de que &#233; melhor &#8220;limpar a &#225;rea&#8221; e plantar pasto. Acredito que a mudan&#231;a desta conduta seja um desafio que, com capacita&#231;&#227;o e troca de experi&#234;ncias, ser&#225; vencido. Outro desafio &#233; aprimorar o planejamento do estoque de feno ou silagem para minimizar a complementa&#231;&#227;o alimentar com milho nos per&#237;odos de confinamento do rebanho.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Qual seria a rela&#231;&#227;o entre a alimenta&#231;&#227;o de ruminantes com o MDA e como elas podem trabalhar juntas para diminuir as emiss&#245;es de GEE?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; H&#225; uma forte liga&#231;&#227;o entre o manejo da alimenta&#231;&#227;o de ruminantes e o MDA, visto que ambos fazem parte de uma mesma produ&#231;&#227;o, a pecu&#225;ria. O MDA seria o destino final adequado &#224; cria&#231;&#227;o de ruminantes. Mas para que as duas tecnologias estejam interligadas &#233; necess&#225;rio, primeiramente, que o rebanho seja criado de forma intensiva ou semiextensiva, possibilitando a coleta dos dejetos. Com este pr&#233;-requisito garantido, o produtor implementa o tipo de MDA que for mais adequado ao seu uso, reutilizando os dejetos e evitando que estes se decomponham no ambiente, emitindo gases como o &#243;xido nitroso (N2O), que dura cerca de 100 anos na atmosfera.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;SISTEMA DE BIODIGESTOR&lt;/strong&gt;&lt;div class='spip_document_115 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center spip_document_avec_legende' data-legende-len=&#034;326&#034; data-legende-lenx=&#034;xxxx&#034;
&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/IMG/png/biodigestor_3.png' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/png&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L500xH158/biodigestor_3-7b27f.png?1763312306' width='500' height='158' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;figcaption class='spip_doc_legende'&gt; &lt;div class='spip_doc_descriptif '&gt;TORRES ET AL., 2011.
&lt;/div&gt; &lt;div class='spip_doc_credits '&gt;Fonte: TAVARES, Bruna G.; GUIMAR&#195;ES, Giselle P.; ANTUNES, Vanina Z. Tecnologias Agr&#237;colas de Baixa Emiss&#227;o de Carbono no Brasil e no Bioma Caatinga. Relat&#243;rio T&#233;cnico. Projeto Rural Sustent&#225;vel Caatinga (PRS Caatinga). Rio de Janeiro: Funda&#231;&#227;o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent&#225;vel (FBDS), 2020.
&lt;/div&gt;
&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Que tecnologias fazem parte do MDA e para serem consideradas TecABC, h&#225; alguma escala de utiliza&#231;&#227;o dos dejetos nas propriedades?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; Os dois tipos de MDA s&#227;o a compostagem e a biodigest&#227;o. Elas funcionam &#224; base de dejetos de ruminantes e de outros rebanhos, como su&#237;nos, e demandam a utiliza&#231;&#227;o de uma quantidade abundante de &#225;gua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A compostagem consiste em acomodar o dejeto no solo, sobre um pl&#225;stico, e por cima, cobri-lo com folhas e palha das lavouras. &#201; preciso adicionar &#225;gua para que mantenha o ambiente &#250;mido e favorecer a decomposi&#231;&#227;o deste material em composto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biodigest&#227;o, os dejetos s&#227;o colocados no biodigestor, c&#226;mara fechada na qual sofrem fermenta&#231;&#227;o anaer&#243;bia, produzindo o g&#225;s metano e biofertilizante, que pode ser utilizado na produ&#231;&#227;o agr&#237;cola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para essas tecnologias serem consideradas de baixa emiss&#227;o de carbono, elas t&#234;m que ser produzidas em uma escala que abaste&#231;a toda a produ&#231;&#227;o da propriedade, reduzindo efetivamente a emiss&#227;o de GEE. Elas devem ser utilizadas, por exemplo, para aquecimento da cria&#231;&#227;o animal, eletricidade, durante a coc&#231;&#227;o de alimentos para consumo pr&#243;prio, entre outros fins.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Sabe-se que para utiliza&#231;&#227;o de biodigestores s&#227;o necess&#225;rias quantidades consider&#225;veis de &#225;gua, at&#233; que o sistema se estabilize. E mesmo depois, a necessidade de &#225;gua continua presente no processo. O que poderia comentar sobre essa quest&#227;o?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; Realmente, a demanda de &#225;gua por esta tecnologia pode ser um obst&#225;culo em algumas regi&#245;es mais secas do semi&#225;rido. Ela se torna invi&#225;vel se o produtor n&#227;o tiver alguma tecnologia social de acesso &#224; &#225;gua, como uma cisterna, associada ao biodigestor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=i93Cpb56CkI&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=i93...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Biodigestores s&#227;o equipamentos simples, r&#250;sticos e eficientes, capazes de produzir g&#225;s metano a partir da decomposi&#231;&#227;o anaer&#243;bica da mat&#233;ria org&#226;nica. Nesse v&#237;deo, voc&#234; confere um modelo adaptado &#224;s fam&#237;lias agricultoras familiares e disseminado pelo &lt;a href=&#034;http://www.serta.org.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;SERTA &#8211; Servi&#231;o de Tecnologia Alternativa&lt;/a&gt;.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: O MDA &#233; uma tecnologia acess&#237;vel aos pequenos agricultores?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanina Antunes:&lt;/strong&gt; Os dois tipos de MDA, compostagem e biodigest&#227;o, podem ser adotadas pelo pequeno agricultor, desde que ele tenha acesso &#224; informa&#231;&#227;o, tanto por capacita&#231;&#227;o, projetos ou de forma espont&#226;nea, na troca de saberes entre produtores. Por conta da dificuldade de acesso ao cr&#233;dito para sua implementa&#231;&#227;o, muitos produtores constroem seu pr&#243;prio biodigestor para uso residencial. Nesses casos, basta aumentar o tamanho e a escala para se alcan&#231;ar uma efetiva redu&#231;&#227;o da emiss&#227;o de GEE. Como existem diversas iniciativas no semi&#225;rido para uso destes dois tipos de MDA como tecnologias sociais, se forem difundidos em larga escala entre os pequenos produtores, pode haver uma redu&#231;&#227;o significativa na emiss&#227;o de GEE pelos dejetos.&lt;/p&gt;
&lt;table class=&#034;table spip&#034;&gt;
&lt;thead&gt;&lt;tr class='row_first'&gt;&lt;th id='id485a_c0'&gt;VANTAGENS&lt;/th&gt;&lt;th id='id485a_c1'&gt;DESAFIOS&lt;/th&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr class='row_odd odd'&gt;
&lt;td headers='id485a_c0'&gt;-* Gera autossufici&#234;ncia energ&#233;tica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; Diminui a depend&#234;ncia da compra do botij&#227;o de g&#225;s ou carv&#227;o, promovendo economia para fam&#237;lia que pode alocar recursos em outras demandas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Contribui para a preserva&#231;&#227;o ambiental, reduzindo a extra&#231;&#227;o de lenha para preparo de alimentos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Evita emiss&#227;o de GEE presentes no esterco, que passam a ser acondicionados no biodigestor e queimados no fog&#227;o.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Melhoria da sa&#250;de das pessoas, especialmente de mulheres que assumem a responsabilidade de cozinhar e anteriormente eram expostas a fuma&#231;a da queima da lenha.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Melhoria da sa&#250;de dos animais com retirada do esterco dos currais e redu&#231;&#227;o de moscas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; O plantio e a produ&#231;&#227;o de alimentos fortalecida com o uso do biofertilizante.
&lt;/td&gt;
&lt;td headers='id485a_c1'&gt;-* Demanda de &#225;gua abundante.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Dificuldade de acesso ao cr&#233;dito para sua implementa&#231;&#227;o.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Sobre a entrevistada:&lt;/h3&gt;&lt;div class='spip_document_116 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_left spip_document_left'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L157xH152/vanina-5ddd4.png?1762966545' width='157' height='152' alt='' /&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Formada em Ci&#234;ncias Biol&#243;gicas pela UNESP, Gerente de Projetos de Especializa&#231;&#227;o em Desenvolvimento Sustent&#225;vel na It&#225;lia; Doutoranda no Programa de Planeamento Energ&#233;tico da COPPE-UFRJ com a tem&#225;tica de Tecnologias Agr&#237;colas de Baixo Carbono. Tem mais de 20 anos de experi&#234;ncia em projetos ambientais e com pequenos agricultores. Atuou como gerente de projetos no Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e no Instituto BioAtl&#226;ntica (IBio) e como consultora ambiental para a Embrapa e para empresas que necessitam de avalia&#231;&#227;o de impacto ambiental de seus empreendimentos. Consultora do PRS Caatinga (2020-2021).&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Saiba mais: &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;DIACONIA. Cartilha 12 passos para construir um biodigestor. Recife: 2017. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://issuu.com/diaconiabrasil/docs/12_passos_para_construir_um_biodige&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://issuu.com/diaconiabrasil/docs/12_passos_para_construir_um_biodige&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIACONIA. Manual do Biodigestor Sertanejo. Recife: 2011. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://issuu.com/diaconia_web/docs/manual_do_biodigestor/3&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://issuu.com/diaconia_web/docs/manual_do_biodigestor/3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FUNDA&#199;&#195;O BANCO DO BRASIL. Biodigestor Sertanejo. Banco de Tecnologias Sociais (FBB). dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://transforma.fbb.org.br/tecnologia-social/biodigestor-sertanejo&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://transforma.fbb.org.br/tecnologia-social/biodigestor-sertanejo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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