<?xml 
version="1.0" encoding="utf-8"?><?xml-stylesheet title="XSL formatting" type="text/xsl" href="https://prscaatinga.org.br/spip.php?page=backend.xslt" ?>
<rss version="2.0" 
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
>

<channel xml:lang="pt_br">
	<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
	<link>http://prscaatinga.org.br/</link>
	<description>Conhe&#231;a o Projeto que promove a ado&#231;&#227;o de Tecnologias de Agricultura de Baixa Emiss&#227;o de Carbono para o Manejo Sustent&#225;vel da Caatinga.</description>
	<language>pt_br</language>
	<generator>SPIP - www.spip.net</generator>
	<atom:link href="https://prscaatinga.org.br/spip.php?id_mot=123&amp;page=backend" rel="self" type="application/rss+xml" />

	<image>
		<title>Rural Sustent&#225;vel - Caatinga</title>
		<url>https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L144xH57/logo-prs-caatinga-3e0e0.png?1762959289</url>
		<link>http://prscaatinga.org.br/</link>
		<height>57</height>
		<width>144</width>
	</image>



<item xml:lang="pt_br">
		<title>Por dentro das #TecABCnaCaatinga: Manejo Sustent&#225;vel de Florestas</title>
		<link>https://prscaatinga.org.br/por-dentro-das-tecabcnacaatinga-manejo-sustentavel-de-florestas</link>
		<guid isPermaLink="true">https://prscaatinga.org.br/por-dentro-das-tecabcnacaatinga-manejo-sustentavel-de-florestas</guid>
		<dc:date>2021-12-01T18:04:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Anne Clinio, Patrisia Ciancio</dc:creator>


		<dc:subject>TecABC</dc:subject>
		<dc:subject>TecABC na Caatinga</dc:subject>
		<dc:subject>MSF</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo Sustent&#225;vel de Florestas</dc:subject>
		<dc:subject>Manejo Florestal</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;De toda a demanda por produtos florestais do Nordeste, apenas 4% est&#227;o sendo atendidas com crit&#233;rios sustent&#225;veis&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/-noticias-" rel="directory"&gt;Not&#237;cias&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-tecabc-+" rel="tag"&gt;TecABC&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-tecabc-na-caatinga-+" rel="tag"&gt;TecABC na Caatinga&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-msf-+" rel="tag"&gt;MSF&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-manejo-sustentavel-de-florestas-+" rel="tag"&gt;Manejo Sustent&#225;vel de Florestas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://prscaatinga.org.br/+-manejo-florestal-+" rel="tag"&gt;Manejo Florestal&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L150xH101/site_campelo_msf-dd11b.jpg?1763047886' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='101' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O Manejo Florestal &#233; uma pr&#225;tica pouco difundida na Caatinga, ainda que represente uma solu&#231;&#227;o vi&#225;vel para que os recursos da floresta sejam potencializados, podendo ir ao encontro das necessidades da sociedade e ao mesmo tempo conservar a biodiversidade, mantendo viva a capacidade de regenera&#231;&#227;o das esp&#233;cies. Aplicado nos biomas Caatinga, Amaz&#244;nia e Cerrado, o manejo atende &#224;s demandas socioecon&#244;micas pelos recursos florestais, nas bases de uma floresta planejada e sustent&#225;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta entrevista que comp&#245;e o especial &lt;strong&gt;TecABCnaCaatinga&lt;/strong&gt;, o coordenador regional do PRS Caatinga, Francisco Campello, mestre em Manejo Florestal, destaca que de toda a demanda por produtos florestais do Nordeste, apenas 4% est&#227;o sendo atendidas com crit&#233;rios de sustentabilidade. Por isso, promover a gest&#227;o sustent&#225;vel do recurso florestal &#233; uma estrat&#233;gia importante para que os benef&#237;cios da atividade sejam democratizados, alcan&#231;ando o pequeno produtor e tamb&#233;m as popula&#231;&#245;es tradicionais que vivem do bioma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Se faz necess&#225;ria a inclus&#227;o neste debate de comunidades tradicionais, como fundo de pasto, ind&#237;genas e quilombolas, que buscam o reconhecimento de seus territ&#243;rios, al&#233;m dos agricultores familiares. Essas popula&#231;&#245;es tradicionais t&#234;m uma intimidade muito grande com o bioma Caatinga, pois o recurso florestal est&#225; presente no dia a dia e na subsist&#234;ncia das fam&#237;lias de uma forma muito intensa&#8221;, disse Campello.&lt;/p&gt;
&lt;div class='spip_document_108 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center spip_document_avec_legende' data-legende-len=&#034;42&#034; data-legende-lenx=&#034;x&#034;
&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://prscaatinga.org.br/IMG/jpg/estaca_si_ti-agoa-comp-ouri-pe-25.5_21_peq.jpg' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/jpeg&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L500xH281/estaca_si_ti-agoa-comp-ouri-pe-25.5_21_peq-cbc7c.jpg?1763312306' width='500' height='281' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;figcaption class='spip_doc_legende'&gt; &lt;div class='spip_doc_descriptif '&gt;Agricultor renova cerca
&lt;/div&gt; &lt;div class='spip_doc_credits '&gt;Foto: Jo&#227;o Vital
&lt;/div&gt;
&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga &#8211; O que &#233; o Manejo Sustent&#225;vel de Florestas (MSF) e quais as diferen&#231;as que uma floresta manejada traz em termos de contribui&#231;&#227;o ao meio ambiente?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; O Manejo Florestal &#233; uma pr&#225;tica que, a partir de crit&#233;rios t&#233;cnicos, viabiliza a gest&#227;o sustent&#225;vel de uma floresta. &#201; um instrumento de ordenamento que nos permite usar os recursos da floresta sem causar mudan&#231;as impactantes no meio ambiente, assegurando a sua capacidade de regenera&#231;&#227;o. O manejo florestal madeireiro &#233; considerado uma atividade de baixo impacto nos processos de licenciamento ambiental. Mas quais s&#227;o as etapas para se ter uma floresta manejada? O primeiro passo &#233; realizar um planejamento que dimensione os produtos que nela ser&#227;o produzidos. Normalmente, quando a gente fala do Manejo Florestal pensamos somente na madeira, mas pode ser feito tanto para uso madeireiro, extraindo estaca, lenha, mour&#227;o, como para uso n&#227;o madeireiro, como forragem, frutos, sementes, resinas, &#243;leos etc.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;MANEJO FLORESTAL SUSTENT&#193;VEL&lt;/strong&gt;
&lt;p&gt;&#8220;A administra&#231;&#227;o da floresta para a obten&#231;&#227;o de benef&#237;cios econ&#244;micos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustenta&#231;&#227;o do ecossistema (objeto do manejo) e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utiliza&#231;&#227;o de m&#250;ltiplas esp&#233;cies madeireiras, de m&#250;ltiplos produtos e subprodutos n&#227;o madeireiros, bem como a utiliza&#231;&#227;o de outros bens e servi&#231;os de natureza florestal.&#8221; BRASIL, Lei n&#186; 11.284, de 2 de mar&#231;o de 2006 &#8211; artigo 3&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O manejo &#233; uma ferramenta de gest&#227;o, que permite definir o ordenamento de uma floresta. Vale lembrar que algumas das suas pr&#225;ticas precisam ser autorizadas previamente pelos &#243;rg&#227;os governamentais, seja em n&#237;vel federal, seja estadual, por conta do tipo de produto que &#233; explorado e que vai circular no mercado, quando o manejo &#233; implementado para fins comerciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para come&#231;ar, a gente faz uma an&#225;lise do comportamento da vegeta&#231;&#227;o. Aplica-se um invent&#225;rio florestal, que vai definir os tipos de produtos que existem, sua qualidade, a quantidade e a frequ&#234;ncia. Com essas informa&#231;&#245;es &#233; poss&#237;vel dimensionar o uso sustent&#225;vel da floresta. Na nossa realidade da Caatinga, a gente faz um invent&#225;rio florestal para saber, por exemplo, quantos p&#233;s de umbu vou ter por hectare. Outro ponto do invent&#225;rio &#233; analisar a capacidade de suporte forrageiro que essa &#225;rea pode ter; isso me permite dimensionar a carga animal adequada. Ou seja, o n&#250;mero de animais que podem estar naquela &#225;rea. No caso da Caatinga e do Cerrado, as forma&#231;&#245;es florestais s&#227;o forrageiras. Os frutos, as folhas e os galhos da Caatinga tamb&#233;m servem de alimento &lt;strong&gt;para os animais&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma quest&#227;o extremamente importante do Manejo Florestal &#233; que a sua pr&#225;tica permite usar a floresta sem destru&#237;-la. A gente fala em &#8216;manter a floresta em p&#233;'. Mesmo que em um determinado momento uma parte dela esteja sendo utilizada, ser usada n&#227;o significa que ela est&#225; sendo erradicada. A sua base vai ficar, e dessa forma, a floresta volta a regenerar e proteger o solo e dentro de dez ou 15 anos, de acordo com a realidade de cada local, tem-se uma floresta novamente totalmente produtiva. A regenera&#231;&#227;o da Caatinga &#233; excelente, sendo o Manejo Florestal a forma adequada de acessar a produ&#231;&#227;o conservando as paisagens, sua biodiversidade e os servi&#231;os ecossist&#234;micos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=LYlYfcV0EUU&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=LYl...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente, as pr&#225;ticas de Manejo Florestal foram reconhecidas como parte de pagamento de servi&#231;os ambientais pelo Minist&#233;rio do Meio Ambiente. Temos estudos que mostram que a quantidade de carbono que sai em decorr&#234;ncia do manejo &#233; m&#237;nima. Nesse processo, o Manejo Florestal mant&#233;m o carbono no solo, e incorpora carbono atrav&#233;s da decomposi&#231;&#227;o dos galhos que v&#227;o ficar protegendo o solo. A quantidade de carbono que fica &#233; muito maior do que a quantidade de carbono que sai, criando um balan&#231;o positivo de toda essa atividade.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;O QUE S&#195;O OS PAGAMENTOS POR SERVI&#199;OS AMBIENTAIS?&lt;/strong&gt;
&lt;p&gt;S&#227;o pagamentos realizados a propriet&#225;rios, administradores de terras ou outros espa&#231;os, que gerenciam os recursos naturais existentes com objetivo de fornecer um servi&#231;o ecol&#243;gico que dificilmente poderia ser fornecido ou mantido na aus&#234;ncia dessa retribui&#231;&#227;o econ&#244;mica. Alguns exemplos:&lt;/p&gt;
&lt;ul class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; Prote&#231;&#227;o de bacias hidrogr&#225;fica&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Conserva&#231;&#227;o da biodiversidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Manuten&#231;&#227;o da floresta &#8220;em p&#233;&#8221; (e estoque de carbono).&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Uso sustent&#225;vel de t&#233;cnicas agr&#237;colas.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Para ser sustent&#225;vel, o Manejo Florestal precisa ser economicamente vi&#225;vel?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; Veja, o que podemos analisar &#233; que o manejo n&#227;o precisa ser economicamente vi&#225;vel. Depende do objetivo, podendo ser sustent&#225;vel e economicamente n&#227;o ser vi&#225;vel. Se quero, de uma certa forma, ter lucro, a&#237; vou ter que saber escolher que interven&#231;&#245;es devem ser feitas. Digo isso porque alguns estudos mostram que, ao longo do tempo, &#225;reas de cultivo come&#231;aram a se regenerar a partir do momento que passaram a ser usadas com crit&#233;rios de sustentabilidade; ou seja, elas v&#234;m melhorado a sua produ&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um estudo da &lt;a href=&#034;http://rmfc.cnip.org.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Rede de Manejo Florestal da Caatinga&lt;/a&gt; sobre uma &#225;rea que durante 30 anos de plantio de algod&#227;o foi abandonada e depois que adotou o Manejo Florestal, come&#231;ou com uma produ&#231;&#227;o de madeira muito modesta, tipo 80 metros est&#233;reo (metro aparente) na segunda interven&#231;&#227;o; depois de 10 anos essa &#225;rea apresentou uma produ&#231;&#227;o melhor, com 120 metros est&#233;reo por hectare na terceira interven&#231;&#227;o. Ou seja, 30 anos depois do primeiro corte, a &#225;rea apresentou uma produ&#231;&#227;o florestal de uma Caatinga em est&#225;gio avan&#231;ado de regenera&#231;&#227;o, com aproximadamente 180 metros est&#233;reo por hectare (st/ha). Esse mesmo estudo mostra que as &#225;reas que adotaram o uso sustent&#225;vel t&#234;m a mesma biodiversidade das &#225;reas protegidas, reserva legal ou de algumas unidades de conserva&#231;&#227;o. Em alguns casos inclusive com o reaparecimento de esp&#233;cies que tinham desaparecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ent&#227;o dependendo de como entendo a palavra viabilidade, que n&#227;o precisa ser s&#243; econ&#244;mica, o Manejo Florestal pode ser bem interessante. Quando, por exemplo, tenho uma &#225;rea muito degradada e ela retoma a possibilidade de ser usada para atividades produtivas. No primeiro momento, n&#227;o vou ter lucro, mas vamos gerar uma viabilidade ambiental porque a &#225;rea vai deixar de ser agredida e, no longo prazo, tipo 20 anos ou 30 anos, ela vai se regenerar. Os seus servi&#231;os ecossist&#234;micos ser&#227;o retomados e sua biodiversidade enriquecida. Essa &#225;rea vai passar a ofertar produtos que antes n&#227;o podia. Ent&#227;o, a viabilidade do manejo n&#227;o &#233; somente financeira, mas tamb&#233;m ambiental. Nem sempre a viabilidade financeira &#233; a mais importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, o Manejo Florestal &#233; basicamente aplicado em tr&#234;s biomas: Caatinga, Amaz&#244;nia e Cerrado. No nosso caso, da Caatinga, os &#250;ltimos estudos s&#227;o interessantes porque mostram que existe uma cobertura florestal poss&#237;vel de ser manejada, al&#233;m do aumento da produ&#231;&#227;o. Esse resultado mostra que existe uma depend&#234;ncia socioecon&#244;mica do recurso florestal na economia da regi&#227;o. Isso ocorre em todos os sentidos, como forragem para os animais como fonte de energia, fonte de madeira para diversas atividades dentro de uma propriedade de agricultura familiar. H&#225; ainda uma necessidade muito grande dos nossos recursos florestais para constru&#231;&#245;es, cercados, atendimento de necessidades alimentares, como frutos, bem como seu beneficiamento como forragem para os animais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=WIZimIepHLI&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=WIZ...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Com rela&#231;&#227;o ao Manejo Florestal, qual &#233; a situa&#231;&#227;o da Caatinga nesse momento?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; Atualmente, a Caatinga tem uma situa&#231;&#227;o extremamente confort&#225;vel nesse sentido porque os estudos mostram que entre os anos de 1900 a 2000 houve uma perda muito intensa de cobertura florestal, mas depois houve uma recupera&#231;&#227;o e hoje temos uma estabiliza&#231;&#227;o da cobertura vegetal em 58% da sua &#225;rea. Logicamente, nem toda essa cobertura florestal &#233; pass&#237;vel de manejo, mas n&#243;s temos &#225;rea suficiente para atender &#224;s demandas por produtos florestais da regi&#227;o e aplicando as diretrizes da Conven&#231;&#227;o sobre a Diversidade Biol&#243;gica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Caatinga, temos boas oportunidades para adotar o Manejo Florestal, por dois motivos: apresentamos recurso florestal e uma base t&#233;cnica muito consolidada pela &lt;strong&gt;Rede de Manejo Florestal da Caatinga&lt;/strong&gt;. Hoje temos muitos estudos de pesquisadores de universidades, t&#233;cnicos do Ibama e da Embrapa sobre a quest&#227;o do manejo. Recentemente, o projeto de pesquisa Nexus, desenvolvido com o apoio do CNPQ, tem um componente que &#233; todo voltado para o Manejo Florestal. Esse estudo nos atualizou e est&#225; servindo de base para a elabora&#231;&#227;o de uma resolu&#231;&#227;o do &lt;a href=&#034;http://conama.mma.gov.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Conselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA&lt;/a&gt;, para disciplinar e harmonizar os procedimentos para o Manejo Florestal no Bioma Caatinga. Isso vai ser muito importante, principalmente para as a&#231;&#245;es do Projeto Rural Sustent&#225;vel Caatinga, que entende o manejo como uma tecnologia de baixa emiss&#227;o de carbono.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&#034;texteencadre-spip spip&#034;&gt;&lt;strong&gt;SAIBA MAIS&lt;/strong&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Conven&#231;&#227;o sobre Diversidade Biol&#243;gica (CDB)&lt;/strong&gt; &#233; um tratado da Organiza&#231;&#227;o das Na&#231;&#245;es Unidas, estabelecido durante a Confer&#234;ncia ECO-92. Trata da conserva&#231;&#227;o da diversidade biol&#243;gica, a &lt;strong&gt;utiliza&#231;&#227;o sustent&#225;vel&lt;/strong&gt; de seus componentes e a reparti&#231;&#227;o justa e eq&#249;itativa dos benef&#237;cios derivados da utiliza&#231;&#227;o dos recursos gen&#233;ticos, mediante, inclusive, o acesso adequado aos recursos gen&#233;ticos e a transfer&#234;ncia adequada de tecnologias pertinentes, levando em conta todos os direitos sobre tais recursos e tecnologias, e mediante financiamento adequado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Utiliza&#231;&#227;o sustent&#225;vel&lt;/strong&gt; &#8211; A utiliza&#231;&#227;o de componentes da diversidade biol&#243;gica de modo e em ritmo tais que n&#227;o levem, no longo prazo, &#224; diminui&#231;&#227;o da diversidade biol&#243;gica, mantendo assim seu potencial para atender &#224;s necessidades e aspira&#231;&#245;es das gera&#231;&#245;es presentes e futuras.&lt;br class='autobr' /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Quais as vantagens e os maiores desafios para que ocorra a populariza&#231;&#227;o do Manejo Florestal enquanto atividade de preserva&#231;&#227;o da biodiversidade?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; As vantagens do Manejo Florestal s&#227;o muitas. Do ponto de vista ambiental, estamos nos referindo ao uso de uma &#225;rea de floresta em base sustent&#225;vel, assegurando a reserva legal. Ent&#227;o, al&#233;m da &#225;rea que est&#225; sendo utilizada como crit&#233;rio de sustentabilidade, por ser uma atividade licenciada, ela de imediato define a reserva legal das propriedades. Hoje, o projeto &lt;a href=&#034;https://bemdiverso.org.br/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Bem Diverso&lt;/a&gt; da Embrapa, trabalha exatamente a quest&#227;o de como conservar a floresta e proteger a sua biodiversidade atrav&#233;s do uso sustent&#225;vel. O Manejo Florestal &#233; a ferramenta adequada para isso. Os crit&#233;rios t&#233;cnicos do plano de manejo diminuem o impacto sobre o ambiente e aumentam a capacidade de regenera&#231;&#227;o das esp&#233;cies que est&#227;o sendo utilizadas. Os principais desafios s&#227;o a burocracia e o fato de que a forma como o manejo &#233; licenciado ainda est&#225; distante da realidade da maioria dos agricultores. As atividades de Manejo Florestal licenciadas s&#227;o ainda hoje um privil&#233;gio de m&#233;dios e grandes agricultores. Esses s&#227;o alguns dos motivos pelos quais ainda n&#227;o temos a populariza&#231;&#227;o e democratiza&#231;&#227;o do Manejo Florestal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro elemento que desmotiva &#233; justamente a aplica&#231;&#227;o das pr&#225;ticas de Manejo Florestal sem o licenciamento. Se o agricultor estiver trabalhando com o objetivo do uso sustent&#225;vel e atender a todos os crit&#233;rios t&#233;cnicos, se ele n&#227;o tiver o reconhecimento do manejo por meio do licenciamento dos &#243;rg&#227;os de controle, essa pr&#225;tica ser&#225; condenada. Ent&#227;o &#233; quase uma contradi&#231;&#227;o, pois prega-se o manejo, mas por outro lado existe a obriga&#231;&#227;o de estar licenciado. Um exemplo bem cl&#225;ssico &#233; que se um agricultor segue a orienta&#231;&#227;o da Embrapa e faz o rebaixamento ou raleamento da Caatinga para melhorar o suporte forrageiro, se ele n&#227;o tiver autoriza&#231;&#227;o para fazer esse rebaixamento e tiver cortando a Caatinga, mesmo na &#225;rea de uso alternativo do solo, o &#243;rg&#227;o ambiental pode mult&#225;-lo e at&#233; embargar a &#225;rea.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &#233; um ponto que precisa ser superado para que o manejo possa ser popularizado. E na sua ess&#234;ncia s&#243; sejam licenciadas aquelas atividades de produ&#231;&#227;o madeireira.&lt;/p&gt;
&lt;table class=&#034;table spip&#034;&gt;
&lt;thead&gt;&lt;tr class='row_first'&gt;&lt;th id='id25ac_c0'&gt;VANTAGENS&lt;/th&gt;&lt;th id='id25ac_c1'&gt;DESAFIOS&lt;/th&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr class='row_odd odd'&gt;
&lt;td headers='id25ac_c0'&gt;-* Promove o uso de uma &#225;rea de floresta em base sustent&#225;vel, assegurando a reserva legal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; Por ser uma atividade licenciada, define a reserva legal das propriedades.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Diminui o impacto sobre o ambiente e aumenta a capacidade de regenera&#231;&#227;o das esp&#233;cies que est&#227;o sendo utilizadas.
&lt;/td&gt;
&lt;td headers='id25ac_c1'&gt;-* Burocracia.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Os tr&#226;mites do licenciamento s&#227;o distantes da realidade da maioria dos agricultores.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: Como as popula&#231;&#245;es tradicionais e a sociedade como um todo se beneficiam do Manejo Florestal? &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; Hoje existe uma luta muito grande das comunidades tradicionais, como as popula&#231;&#245;es quilombolas, as popula&#231;&#245;es extrativistas, ind&#237;genas, de Fundo de Pasto e vaqueiras pelo reconhecimento dos seus territ&#243;rios. Essas comunidades tradicionais t&#234;m uma intimidade muito grande com o bioma, pois o recurso florestal est&#225; presente no dia a dia dessas fam&#237;lias de uma forma muito intensa e apoiando v&#225;rias atividades, como suporte forrageiro para os rebanhos. Al&#233;m da seguran&#231;a alimentar tamb&#233;m das fam&#237;lias atrav&#233;s dos frutos que s&#227;o coletados, beneficiados, e se transformam em sucos, geleias, doces, e at&#233; cervejas. E tamb&#233;m a constru&#231;&#227;o de seus cercados, suas moradias, seus m&#243;veis. Vemos ainda uma tradi&#231;&#227;o do uso medicinal desses recursos para tratamento de todo tipo de doen&#231;a como gripe, dores, inflama&#231;&#245;es etc. Do ponto de vista madeireiro, a energia para cozinhar os alimentos da fam&#237;lia vem da lenha. Ela representa 90% de toda a demanda de energia para a prepara&#231;&#227;o da comida na zona rural. Por isso, &#233; muito presente a necessidade de equipamentos adequados, como fog&#245;es ecoeficientes que n&#227;o contaminam o ambiente com fuma&#231;a e que tenham alta efici&#234;ncia na queima com rapidez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o existem muitos estudos cient&#237;ficos sobre o uso dos recursos pelas popula&#231;&#245;es tradicionais e a forma como elas v&#234;m manejando os recursos florestais. Dentro das comunidades, eles desenvolvem protocolos pr&#243;prios, n&#227;o formais, e que s&#227;o transmitidos de gera&#231;&#227;o em gera&#231;&#227;o e adotados para manter a produ&#231;&#227;o florestal em car&#225;ter permanente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para cada esp&#233;cie, os agricultores v&#227;o desenvolvendo t&#233;cnicas diferenciadas e sabem us&#225;-las de forma correta. Por exemplo, para coletar umbu sem balan&#231;ar ou quebrar os galhos, a pessoa tem que subir com o que a gente chama aqui de bisaco, que &#233; como se fosse uma sacola que fica pendurada no corpo e serve para guardar os frutos coletados. Para tirar o fruto, ela usa uma varinha e evita quebrar os galhos. Ent&#227;o essas comunidades v&#227;o desenvolvendo t&#233;cnicas de manejo, a partir das experi&#234;ncias pessoais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas experi&#234;ncias v&#234;m dialogando com a ci&#234;ncia, qualificando esses procedimentos, ajudando a sistematizar esse conhecimento, e em alguns casos, normaliz&#225;-lo. Pesquisar para saber se de fato aquela planta pode curar determinada doen&#231;a, estudar o crescimento da floresta para saber o tempo exato que eu posso voltar a us&#225;-la; descobrir exatamente quanto se produz de forragem naquele ambiente e melhorar as t&#233;cnicas de invent&#225;rio de amostragem para simplificar os estudos da estimativa da produ&#231;&#227;o. O Projeto Rural Sustent&#225;vel Caatinga est&#225; dialogando com a Embrapa na perspectiva da baixa emiss&#227;o de carbono para mapear essas pr&#225;ticas e saber o que elas representam em termos de minimizar a emiss&#227;o de carbono, ou at&#233; mesmo, em alguns casos, como &#233; que a gente est&#225; absorvendo carbono com essas pr&#225;ticas populares de manejo florestal.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;PRS Caatinga: O que existe em termos de pol&#237;ticas p&#250;blicas nesse terreno?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Francisco Campello:&lt;/strong&gt; Temos v&#225;rias iniciativas que contemplam o Manejo Florestal, como a Pol&#237;tica de Prote&#231;&#227;o da Floresta Nativa, que &#233; mais conhecida como Novo C&#243;digo Florestal; a Pol&#237;tica Nacional de Combate &#224; Desertifica&#231;&#227;o e Mitiga&#231;&#227;o dos Efeitos da Seca, o uso sustent&#225;vel da biodiversidade como estrat&#233;gia de combate &#224; desertifica&#231;&#227;o. Para o Manejo Florestal comunit&#225;rio existem as pol&#237;ticas estaduais florestais. No entanto, n&#227;o existe um arcabou&#231;o legal que busque promover o Manejo Florestal. Infelizmente o que n&#243;s temos mais presente s&#227;o os mecanismos de comando e controle que desestimulam a pr&#225;tica do Manejo Florestal a partir da exig&#234;ncia de documenta&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem todos os agricultores t&#234;m a documenta&#231;&#227;o necess&#225;ria, pois em muitos casos faltam recursos para viabilizar. Ent&#227;o, muitas vezes, o agricultor tem o ativo ambiental que pode gerar uma grande renda para a fam&#237;lia, mas n&#227;o tem o capital de giro ou capital de investimento para fazer aquela atividade produtiva rodar e ganhar mais dinheiro. Muitas vezes os investimentos nesse tipo de atividade deveriam anteceder a libera&#231;&#227;o do uso sustent&#225;vel. Este cen&#225;rio faz com que muitos agricultores entreguem suas florestas para oportunistas que retiram tudo de qualquer forma e levam para o mercado. E o agricultor fica com o preju&#237;zo permanente de ter uma &#225;rea degradada porque n&#227;o trabalhou com um crit&#233;rio de sustentabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos o incentivo de linhas de cr&#233;dito do Banco do Nordeste, mas elas s&#227;o pouco difundidas e conhecidas. E temos poucos t&#233;cnicos que se arriscam a trabalhar com o Manejo Florestal, uma vez que a sociedade ainda n&#227;o o percebe como uma ferramenta de pol&#237;tica p&#250;blica para o uso sustent&#225;vel. O melhor panorama &#233; o uso do recurso florestal para atender &#224;s demandas da sociedade, mas de forma sustent&#225;vel. No entanto, essa compreens&#227;o &#233; ainda muito fragilizada. Muitos agricultores e muitos assistentes t&#233;cnicos n&#227;o querem se envolver com essa perspectiva. Para a gente ter uma ideia, apenas 4% de toda a demanda por produtos florestais do Nordeste s&#227;o atendidas com crit&#233;rios de sustentabilidade. O resto &#233; tudo por desmatamento, sendo a grande maioria clandestina, sem nenhum tipo de crit&#233;rio, de cuidado com o solo e com a pr&#243;pria capacidade de regenera&#231;&#227;o da Caatinga.&lt;/p&gt;
&lt;table class=&#034;table spip&#034;&gt;
&lt;thead&gt;&lt;tr class='row_first'&gt;&lt;th id='id3c3c_c0'&gt;MANEJO FLORESTAL SUSTENT&#193;VEL&lt;/th&gt;&lt;th id='id3c3c_c1'&gt;DESMATAMENTO&lt;/th&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr class='row_odd odd'&gt;
&lt;td headers='id3c3c_c0'&gt;-* Produ&#231;&#227;o peri&#243;dica de madeira, com sustentabilidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul class=&#034;spip&#034; role=&#034;list&#034;&gt;&lt;li&gt; Preocupa&#231;&#227;o com a prote&#231;&#227;o da floresta e de seu potencial produtivo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Produ&#231;&#227;o realizada a partir de um Plano de Manejo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Atividade realizada com controle legal por parte do &#243;rg&#227;o ambiental competente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Manuten&#231;&#227;o da cobertura vegetal e corte sem queima: recupera&#231;&#227;o da fertilidade natural do solo.
&lt;/td&gt;
&lt;td headers='id3c3c_c1'&gt;-* Produ&#231;&#227;o pontual de madeira, sem compromisso com a sustentabilidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Sem qualquer cuidado com a manuten&#231;&#227;o da floresta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Corte da vegeta&#231;&#227;o realizada sem planejamento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Atividade realizada sem controle legal.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Degrada&#231;&#227;o ambiental da &#225;rea, com perda de biodiversidade e fertilidade do solo, assim como perda da capacidade e suporte &#224; vida e &#224; subsist&#234;ncia humana.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Sobre o entrevistado:&lt;/h3&gt;&lt;div class='spip_document_109 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_left spip_document_left'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;img src='https://prscaatinga.org.br/local/cache-vignettes/L212xH300/foto-campello-212x300-2-368b0.jpg?1762992710' width='212' height='300' alt='' /&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Francisco Campello &#233; Coordenador Regional do PRS Caatinga. Engenheiro Florestal e Mestre em Manejo Florestal, com especializa&#231;&#227;o em desenho e gest&#227;o e de projetos florestais participativos. Possui mais de 30 anos de experi&#234;ncia profissional, incluindo a coordena&#231;&#227;o de diagn&#243;sticos socioambientais, estudos de invent&#225;rio florestal, trabalhos em comunidades rurais para elabora&#231;&#227;o de planos de econeg&#243;cio, capacita&#231;&#227;o de t&#233;cnicos e produtores e elabora&#231;&#227;o de material did&#225;tico para &#225;rea ambiental. Coordenou projetos de coopera&#231;&#227;o t&#233;cnica e organismos internacionais (PNUD, FAO, IICA) e atuou como Secret&#225;rio Executivo da Comiss&#227;o Nacional de Combate &#224; Desertifica&#231;&#227;o que instituiu a Pol&#237;tica Nacional de Combate &#224; Desertifica&#231;&#227;o e Mitiga&#231;&#227;o dos Efeitos da Seca. Foi Diretor Substituto de Florestas e Coordenador Geral das Florestas Nacionais e reservas Extrativistas do IBAMA; Diretor do Departamento de Revitaliza&#231;&#227;o de Bacias Hidrogr&#225;ficas e do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustent&#225;vel do Minist&#233;rio do Meio Ambiente e Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&#225;veis em Pernambuco.&lt;/p&gt;
&lt;h3 class=&#034;spip&#034;&gt;Saiba mais: &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;BANCO DO NORDESTE. Manejo Florestal Sustentavel. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://www.bnb.gov.br/documents/320335/1010052/CartilhaManejoFlorestal.pdf/dc2ebcef-1e0c-ed57-bb23-3524593714ae&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.bnb.gov.br/documents/320335/1010052/CartilhaManejoFlorestal.pdf/dc2ebcef-1e0c-ed57-bb23-3524593714ae&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BRASIL. Conven&#231;&#227;o sobre Diversidade Biol&#243;gica. C&#243;pia do Decreto Legislativo no. 2, de 5 de junho de 1992, Minist&#233;rio do Meio Ambiente, Bras&#237;lia &#8211; DF, 2000. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://www.gov.br/mma/pt-br/textoconvenoportugus.pdf&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.gov.br/mma/pt-br/textoconvenoportugus.pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BRASIL. Lei N&#186; 11.284, DE 2 DE MAR&#199;O DE 2006. Disp&#245;e sobre a gest&#227;o de florestas p&#250;blicas para a produ&#231;&#227;o sustent&#225;vel; institui, na estrutura do Minist&#233;rio do Meio Ambiente, o Servi&#231;o Florestal Brasileiro &#8211; SFB; cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal &#8211; FNDF. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11284.htm&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11284.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;IFPI Campus Oeiras. Semin&#225;rio virtual &#8220;Manejo Florestal Sustent&#225;vel da Caatinga: contribui&#231;&#227;o para seguran&#231;a energ&#233;tica, alimentar e h&#237;drica.&#8221; &#8211; 1o Dia &#8211; Pesquisa coordenada pela Profa. Elcida de Lima Ara&#250;jo (UFRPE) e grupo de institui&#231;&#245;es formado pela UFCG, IFPI e a APNE. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=0bsZsDWccOM&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=0bsZsDWccOM&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;IFPI Campus Oeiras. Semin&#225;rio virtual &#8220;Manejo Florestal Sustent&#225;vel da Caatinga: contribui&#231;&#227;o para seguran&#231;a energ&#233;tica, alimentar e h&#237;drica.&#8221; &#8211; 2o Dia. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=jwaAvxAWYTw&amp;t=4965s&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=jwaAvxAWYTw&amp;t=4965s&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; IFPI Campus Oeiras. Semin&#225;rio virtual &#8220;Manejo Florestal Sustent&#225;vel da Caatinga: contribui&#231;&#227;o para seguran&#231;a energ&#233;tica, alimentar e h&#237;drica.&#8221; &#8211; 3o Dia. Dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=EVgqDrPGZQg&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=EVgqDrPGZQg&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>



</channel>

</rss>
