PRS Caatinga insere debate sobre mudanças climáticas na 1ª Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária

Patrisia Ciancio | 16 de junho de 2022

Mesa redonda agrega visões sobre o tema e será encerrada com degustação de produtos da Caatinga

O Projeto Rural Sustentável Caatinga tem destaque na programação da 1ª Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Sustentável, organizada pelo Consórcio Nordeste, com a mesa redonda sobre “Contribuições da Agricultura Familiar para Reduzir Efeitos das Mudanças Climáticas”, no auditório Cariri do Centro de Convenções de Natal (RN), na próxima sexta-feira, dia 17 de junho, às 17h.

A mesa redonda conta com a presença do diretor do Projeto, Pedro Leitão, que irá abordar a inserção da agricultura familiar na agenda climática global. “A nossa visão em trabalhar com a noção de Arranjos Produtivos Locais visa estimular o capital social, mobilizando os diversos atores para estabelecer processos produtivos sustentáveis, com a adoção de tecnologias de baixo carbono, e promover segurança alimentar através de práticas
promotoras da saúde”.

E complementa: “Além disso, nosso intenso diálogo com a Convivência com o Semiárido reconhece e respeita a diversidade cultural, ambiental e econômica da Caatinga. Nesse sentido, o trabalho do PRS Caatinga vai além da propriedade do agricultor. Abordamos a questão climática de maneira complexa, reconhecendo que é influenciando a dinâmica dos territórios que consolidamos estratégias que conciliam a produção de alimentos, com conservação de recursos naturais e da biodiversidade – base da vida e da nossa segurança enquanto espécie”.

Os conhecimentos tradicionais serão discutidos por representantes dos povos quilombolas e indígenas apresentados por Lurdinha, Quilombola de Conceição das Crioulas, de Salgueiro – PE e Egídio dos Santos, que atua como ATER na iniciativa do Centro de Assessoria e Serviços Aos/as Trabalhadores/as Da Terra Dom José Brandão de Castro (CDJBC)– SE, apoiada pelo PRS Caatinga, e que tem origem no povo Xocó de Porto da Folha-SE.

O papel da juventude na transição para uma agricultura regenerativa de baixo carbono na Caatinga será abordado pelo professor Nelson Lopes, da Escola Família Agrícola do Sertão (EFASE) – BA, seguido por Ariagildo Vieira, da ONG Caatinga, que falará sobre a experiência das organizações na adoção do ATER Digital.

Finalizando a mesa redonda, Sérgio Viana da Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (COMAPI) PI, aborda a visão das cooperativas para o fortalecimento dos sistemas produtivos regenerativos de baixo carbono junto a agricultura familiar.

No encerramento, haverá uma pequena degustação de produtos oriundos da Caatinga, como licuri, umbu, maracujá do mato, transformados em cerveja, biscoito, suco, doces e geleias. Esses produtos são produzidos por organizações apoiadas pelo PRS Caatinga como Agrodóia, Aresol, COMAPI, Funpet e Piauí Flora. Eles exemplificam o trabalho de agricultores e agricultoras, que abastecem a mesa dos brasileiros de todos os cantos do nosso país.

Daniel Andrade, da Aresol, uma das organizações que expõe na feira, falou da importância desses tipo de espaço. “Ao longo de nossa existência, sempre apostamos na participação em feiras dessa natureza, entendendo que são espaços estratégicos para a construção do saber e a promoção da economia solidária. Poder participar de uma feira que reúne
famílias agricultoras do Nordeste e poder levar e trazer aprendizado não tem preço e, ainda, fortalece a organização, que sempre está em busca de melhorias para a convivência com a Caatinga”, disse.

 

Degustação de produtos da Caatinga finaliza mesa redonda

Cerveja de licuri

No encerramento, haverá uma pequena degustação de produtos oriundos da Caatinga, como licuri, umbu, maracujá do mato, transformados em cerveja, biscoito, suco, doces e geleias. Esses produtos são produzidos por organizações apoiadas pelo PRS Caatinga como Agrodóia, Aresol, Comapi, Funpet e Piauí Flora. Eles exemplificam o trabalho de agricultores e agricultoras, que abastecem a mesa dos brasileiros de todos os cantos do nosso país.

Daniel Andrade, da Aresol, uma das organizações que expõe na feira, falou da importância desses tipo de espaço. “Ao longo de nossa existência, sempre apostamos na participação em feiras dessa natureza, entendendo que são espaços estratégicos para a construção do saber e a promoção da economia solidária. Poder participar de uma feira que reúne famílias agricultoras do Nordeste e poder levar e trazer aprendizado não tem preço e, ainda, fortalece a organização, que sempre está em busca de melhorias para a convivência com a Caatinga.”